Edith's profileMovimento da lagartaPhotosBlogListsMore Tools Help

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    August 03

    Não achei um título adequado...

    Era como um teste a que se propusera. Vai saber. Queria falar, e mais que isso, ouvir.
    Mas só àquela altura, fim de festa e álcool no juízo, a oportunidade se apresentou.
    As amigas não gostaram, nem havia porque gostar. Ela mesma não sabia o que seria, apenas o que não queria.
    Ficou, mesmo na dúvida.
     
    E dançaram, falaram bobagens, tomaram a saideira.
    Partiram, chegaram, subiram.
    Ela mostrou detalhes da casa, fotos dos sobrinhos.
    Eles riram, conversaram, atualizaram um ao outro de suas vidas. Era bom recuperar um pouco da intimidade perdida.
    Dançaram mais. Luiz Gonzaga dizendo, e ele rearfimando, que a saudade dói...
     
    Mas ela preferiu deixar a saudade onde estava, doendo ou não. A ela bastara a companhia, a conversa, o compartilhar cigarros, risadas, os rumos que cada um vinha tomando, ou pretendendo tomar.
    Ele a achou diferente. Ela sabia que ele era o mesmo.
     
    Amanheceu. Dormiram. Acordaram. Almoçaram.
    Depois de mais um cigarro, se despediram.
     
    E ela estava feliz. Por ter conversado, por ter rido.
    E por isso ter bastado.

    A primeira vez

    Acorda assustada, e mais assustada ainda com o que vê, reza. Esquece-se do Pai Nosso, então conversa. Com Deus, com as entidades. Ouve barulho da água. Músicas diferentes, um tanto ao longe. Sente algo se movimentar na cama. Acha que é o gato, mas este está calado, sabe-se lá onde.
    E continua rezando, pedindo e agradecendo, ouvindo a água, sentindo as presenças.
    Sentindo mexerem na sua mão, no pé machucado.
    Sentindo.
    Mas, já não está assustada. Assim permanece, até que não ouve nem sente mais coisa alguma, a não ser o gato deitado em suas pernas. No relógio, 5:29h!!
    Toma um pouco da água que até há pouco ouvia ser movimentada, e adormece agradecendo, com a certeza que foi visitada, energizada, tratada.

    Breve retorno

    Nossa, há tanto tempo não escrevo aqui, que até desacostumei...micro bixado, em papel não tenho escrito muito. Mas aí vai o que está em mãos, pra não deixar esse blog tão parado assim.
    May 06

    Mojito

    Nós, gatos, já nascemos pobres

    Porém, já nascemos livres

    Senhor, senhora ou senhorio

    Felino, não reconhecerás!!!!!!!!!!!!
     
    Esse é Mojito. Gato não é como as pessoas dizem, traiçoeiro, egoísta. Eles são é muito parecidos com a gente, têm suas próprias vontades e isso não agrada a todo mundo. Mas são carinhosos, fazem companhia. Mojito conversa tanto comigo que às vezes eu peço pelamordoguarda pra ele calar a boca. Já me aprontou não poucas e nada boas. Mas eu também já aprontei com ele, ficamos chateados um com o outro, mas nos entendemos. Ele é chato, temperamental e resmungão. E os pelos, ah, os pelos...pela casa toda tem pelo de gato! Mas ele é também carinhoso, companheiro, lindo de morrer e adora me fazer cafuné. Tudo bem que ele me baba enquanto faz cafuné...nem tudo é perfeito. Agora as coisas vão melhorar pra ele, e pra mim também (a caixa de areia é o pior de tudo!). Vai ter uma varanda pra poder olhar a rua, coisa que ele adora. Da janela ele nunca pulou, tomara que não pule da varanda também. Mas se ele pular, ao contrário da música do Chico, não vai ser barrado na portaria, e o prato de ração que ele adora vai estar esperando...e lá vamos nós, gato Mojito e gata de botas!!

    Notícias....

    Isso foi ontem, mas continua valendo. Encontrei pessoas queridas, dancei, falei merda, falei coisa séria, ri...viva a vida!!!

     

    Tô cansada de tanta notícia! Cansei de ouvir sobre o decreto boliviano, os protestos da mídia, discursos inflamados de um lado e outro. Sobre a condenação do Estevão, sobre o julgamento do jornalista, sobre o barraco da torcida do Corinthians (é assim que escreve??), greve de fome do Garotinho.

    Alienada? Não sei. Adoro uma frase que a Márcia tem no orkut dela. “Você não tem os pés no chão, disse um amigo meu. Eu tenho, mas é outro chão que eu piso”. Diz tudo!! Eu piso sim, outro chão. E quero sempre continuar pisando esse outro chão, outros chãos que apareçam, desde que seja um chão que me diga respeito, conhecido ou não, mas que tenha a ver comigo e com o que acredito.

    Pra mim as notícias mais importantes são as que recebo dos meus amigos, das pessoas com quem convivo ou mesmo que estão longe, mas com quem realmente me importo. São essas as que me afetam diretamente, mexem com as minhas emoções. São essas que me deixam preocupada ou feliz. Não, não sou uma egoistinha de merda imersa na minha bolha, me preocupo sim com o que acontece, coletivamente falando. Mas o que me realmente me comove é o que acontece ao meu redor, e aqui me refiro a uma esfera bem menor (?) do que a abarcada pelas notícias dos jornais.

    Por isso é tão importante pra mim ir ao samba, ao forró, aos encontros com amigos. É nesses lugares que encontro as pessoas, que nos divertimos, conversamos, e muitas vezes até nos ajudamos. Sim, é muito mais do que gente bêbada e alegre reunida. É na farra, na boemia, na esbórnia, que conversamos de tudo. Desde abobrinhas e piadas a papos-cabeça. E a música faz parte de tudo isso, é o que propicia e mobiliza esse encontro.

    Sei lá porque comecei a falar disso tudo. Sei que pra mim hoje, nada de jornal, Bolívia, EUA, Irã, São Paulo. Buteco depois do trabalho, seguido de Armandinho no Clube do Choro e samba no Arena. Firme e Forte!!! E em cada um desses vou encontrar pessoas queridas, e saber o que estão fazendo, como vai a vida. E vou me dar muito por satisfeita com essas notícias.
    April 19

    Estranheza...que não sai de mim, não sai...

    Tô estranha, esquisita, sinistríssima...
     
    Esses dias tô nessa vibe solitária, silenciosa...não quis ver nem falar com ninguém, e fui fiel a essa vibe, pelo menos após as 18h, meu chefe com certeza não ia me dar licença com base num argumento desses...mas acho q devia ter pego 2 filmes de novo hj, e não apenas um...me desacostumei a estar sozinha tanto tempo. Sinto falta das minhas amadas amigas, que tanto seguram a minha barra sem nem se dar conta disso. E já tô me vendo amanhã, desesperadamente ligando pra elas e quase implorando pra gente fazer alguma coisa, eu que ignorei todas enquanto botei fé na vibe do silêncio...pensando que o silêncio, o isolamento fossem me ajudar. Mas qualoquê...
     
    Não foi de todo mal, adorei Kill Bill, tinha tempo que não via nada do Tarantino. Gostei tanto que vi ontem e hoje peguei Kill Bill 2, que já não aguentava mais, doida pra ver o Bill ralar no asfalto. E agora quero ver Jackie Brown (nem lembro se é assim que escreve).  
     
    Mas acho que convém dar um tempo, muito Tarantino na cabeça talvez não me caia bem.
     
    E eu queria dormir cedo a semana toda, não consegui isso nenhum dia, e já são mais de 23h...boa noite!!
     
    April 17

    .diths.e.tá.dito.

    Vibe massa desse aniversário que mais passa não, visse??  Cassandra tb fez homenagi, coisa lindriaaaaa!!!!! Amei Cas!!!! E o cartão das oveia peidona tb, uhuuuuuu!!!!
     
     

    .diths.e.tá.dito.

     
    04/16/06


    o som que sai
    que sai de dentro
    se escuta de fora.

    as batidas do coração
    o balanço da saia vermelha
    balanço batida
    descompasso
    não é atraso
    não vou parar de escutar essa batida
    porque não quero.

    é batida que quer ser dita
    dita ouvida
    peito batendo
    sangue espalhado
    roda de samba de ciranda de forró
    de xodó que chega sem avisar
    e que faz a dança a vida a festa
    vinda de outras festas.

    assim lhe conheço
    efeito, tabela, confiança
    que se estabelece anarquista
    a festejar em qualquer dia
    qualquer lugar.

    isso sei não só de ouvir dizer,
    contar. sei pq meu coração diz
    e se balança todo feliz
    junto e distante
    sem nunca ter visto.
    beleza pura.
    tudo na faixa...
    adoro!

    foto gentilmente cedida por: http://vitoriab.blog.uol.com.br

    [o aniversário dela passou por mim. eu vi. eu soube. li. atrasei
    mas tô aqui :) :*]

    e ela: http://spaces.msn.com/diths1975/Blog/cns!

    April 15

    Aniversário!! 31!! Viva as balzacas!!!

    Coisa lindria eu chegando da virada do aniversário e já vendo uma homenagi lindria dessa!!!!!! Valeu Vick!! Sordade muita e amor muito!!!! 
     
     
    Festa da vida: Dihs chegou!!!!

    Não faz muito tempo.

    Num mesmo instante no mundo inteiro aconteceu o seguinte:

    Um beija-flor sugou o néctar da flor azul;

    Todos os tambores ruflaram;

    As roupas no varal dançaram;

    A estrela cadente ascendeu;

    A lua teve arco-íris;

    O sol brilhou mais que o sol;

    O dia e a noite se encontraram;

    O mar apareceu onde não tinha praia;

    Em todos os rios o ouro luziu;

    No céu nuvens de borboletas coloridas;

    No ar o cheiro de todas as rosas;

    Girassóis se voltaram para a lua;

    Damas- da- noite abriram-se de dia;

    Sorrisos brotaram em todos os lábios;

    O vento abraçou todo mundo;

    E foi tanta alegria;

    E não foi a valsinha brasileira;

    Nem a banda que passou;

    Foi uma vida que nasceu

    Encantada

    Brilhante

    Espuma de diamante

    E foram todos os reis que anunciaram, e princesas e rainhas,  em forma de canção:

     

     

    Ela chegou:

     

     

    Edith!!!!!!

     

    E esse dia todo mundo comemora

    A alegria demora

    A festa se faz

    e ela: cada vez mais!!!

     

     

     PARABÉNS DITHS

    April 13

    A dor e a delícia

    Eu e outra

    Duas em uma

    Ou várias em uma?

    Várias em várias

    Uma que ama

    A vida que tem

    Os amigos

    As farras, a boemia

    Seu amor

    Mesmo sendo de lua

    E vive isso

    Todos os dias

    Adorando a vida que tem

    Mas também aquela

    Que vive chateada

    Fingindo não estar

    Porque é obrigada

    Ao que não quer

    Ao que a ela não importa

    Se dedicar

    E aquela outra

    Que pensa em sumir

    Fugir

    Se esconder

    Bem longe dali?

    Talvez por não saber responder

    A que quer se dedicar

    Quererá se dedicar?

    Será?

    Tem a meio doida, meio moleca

    Que quer sempre brincar

    Bobagens falar

    Gargalhar

    Rir até cair, até dar uma dor

    Tem também a braba

    Impaciente, atacada

    Essa xinga, fica com raiva

    Bate porta

    Quando quer bater na cara

    Cansa de esperar

    Cansa e vai embora

    Birrenta e orgulhosa

    E a dengosa?

    Manhosa até poder mais não

    Painho mimou

    E mal acostumada ficou

    A ser elogiada

    Querida, desejada

    Fica possessa

    Se não lhe dão o que quer

    O que acredita merecer

    Mas também é generosa

    Por vezes já deu

    O que iria lhe faltar

    O vivente merecia?

    Disso não vai lembrar

    Planos? Nem pensar

    Não planeja

    Disso tem medo

    Vive

    Sobrevive

    Ou subvive?

    Depende, tude depende

    Às vezes vive

    Às vezes, segue a maré

    Na verdade é sempre a maré

    Que a leva, e ela vai

    Elas vão

    Sem saber para onde

    Mas vão

    Vivendo a dor e a delícia

    De serem quem são

    Quem é.
    April 06

    Lendo relatório

    Piranga
    Acaiaca
    Furquim
    Jequeri
    Dom Silvério
    Seriquite
    Carrapato
    Matipó
    Cenibra
    Acesita
    Manhuaçu
    Jampruca
    Mutum
    Assaraí
    Malacacheta
    Coroaci
    Ô relatório sem fim
    Esse tal do Baguari!!

    Fome pouca

    fome disgramada
    de comer
    de dormir
    de não pensar
    só amar
    viver
    enlouquecer
    rir, rir demais
    até dar uma dor
    até guentar mais não
    vandalizar
    pirar o cabeção
    esquecer da eleição, do patrão
    e que sou um "cidadão"
    só lembrar, estar
    com os amigos
    com o amor
    só isso
    quero mais nada não
     
    April 03

    Semaninha arroxada!!

    Foi coisa lindria essa semana!! Farra até dar uma dor, cerveja, cachaça e cigarro até dar uma dor. Risada dimai, até dar uma dor, vôo perdido, então, nem se fala!! Valeu Wal e Vick, gatas massas da minha vida!!!!! A musga é pra vcs!!!!! hahaha
     
     
    Como tu (descobri de quem era não, rs)
     
    Nada existe parecido com as estrelas assim como tu
    Que não sabe o quanto eu quero dividir a vida eu e tu
    Se soubesses que eu gosto até os ossos de gostar de tu
    Eu queria que os filhos que eu tivesse fossem como tu

    Viver contigo a primavera
    Ter contigo a vez primeira
    Não há nada que eu queira
    Como tu a vida inteira
    Tu, tu, tu, a vida inteira
    Tu, tu, tu, a vida inteira

    Me perdoa se insisto que eu queira a vida eu e tu
    Que de todas as estrelas, a mais vista, a mais linda é tu
    Que as sete maravilhas reunidas não são como tu
    Que eu queria que os sonhos que eu sonhasse fossem como tu

    Viver contigo a primavera
    Ter contigo a vez primeira
    Não há nada que eu queira
    Como tu a vida inteira
    Tu, tu, tu, a vida inteira
    Tu, tu, tu, a vida inteira

    Se as notícias fossem como tu
    E as cidades fossem como tu
    E se as ruas fossem como tu
    E se o chefe fosse como tu
    Se a guerra fosse como tu
    Se os deuses fossem como tu...

    March 29

    Sei lá, não sei...sei lá, não sei não...

    O que parecia não era. Ou era? Ou o que era não parecia o que era. Ou já foi um dia, e como tudo na vida, muda, deixa de ser o que era. Passa a ser outra coisa, que não é mais o que era. E me deixa confusa. E me entristece. E me faz chorar bem aqui, na mesa do trabalho. Não sei porque choro. É pelo fim? Não sei, a impressão é que o defunto já fede, mesmo escondido na geladeira. Talvez a tristeza, o choro, seja por não saber ao certo quem é o defunto. Se é o sentimento, se é a relação, se sou eu.
     
     
    Andam dizendo
    Tom Jobim e Vinícius de Moraes
     
    Andam dizendo na noite que eu já não te amo
    Que eu saio na noite e já não te chamo
    Que eu ando talvez procurando outro amor
    Mas ninguém sabe querida o que é ter carinho
    Que eu saio na noite mas fico sozinho
    Bem perto da lua bem perto da dor

    Perto da dor de saber
    Que esse céu não existe
    Que tudo o que nasce
    Tem sempre um fim triste
    Até meu carinho
    Até nosso amor.
    March 28

    É hoje!

    É hoje que Vitória chega. É hoje que conheço a danada. Tão danada que inda por cima escolheu direitinho a semana de vir, quando estou mais calma, mais feliz...não que o encontro fosse prejudicado se tivesse sido semana passada. Seria igualmente festejado, comemorado, bebemorado.
     
    Mas que meu astral tá tão melhorzinho, isso é inegável. Porque a tempestadade serenou, o tempo se abriu. Mesmo que eu saiba que na essência, nada mudou. Mas também, se a essência mudar...mudança grande demais, passa a ser outra coisa. Outra coisa que não é mais a mesma. Que talvez eu não queira. Que talvez não queiramos. Medo de mudanças? Pode ser...mas não é sobre isso que quis escrever.
     
    É sobre ela. Até fiquei ansiosa, e não foi sozinha. Waleska também - vamos nos encontrar no hotel? nããooo, antes, vamos chegar as duas juntas, empaeradinhas. Quer presenciar o momento, rs. Há tempos não experimentava essa sensação. De conhecer ao vivo uma pessoa com quem já conversei, já ri, já sabe de coisas que algumas pessoas com quem convivo mais não sabem. Já saí de casa preparada pra sair do trabalho e encontrar as duas. O que vai acontecer logo mais. E depois, só alegria. Inda por cima, é dia de Tersamba, já lembrado aqui algumas vezes. Eu, Wal, Vick, Dri (que nem sempre vai ao samba, quando vai eu adoro), Vizinha, que aniversariou ontem...meu amigo, pense numa noite que promete!!
    March 20

    Da chuva que lava

    Chuva caindo
    lavando a rua
    lava também a mim
    impura, crua
    pesada, leve
    lava e leva contigo
    a amargura
    o devaneio
    rancores adormecidos
    lava e deixa à mostra
    a alma nua
    o grito
    amores escondidos
    molha minha cara
    escorre pelo corpo
    leva a sujeira
    o escárnio
    a mentira
    a crueza que endurece
    deixa à mostra
    eu, eu
    coragem medrosa
    menina libidinosa
    dúbia e frívola
    tola e astuta
    cai, chuva!
    March 16

    Nunca fui santa não senhor

    Estava no Google procurando a letra de "Hino dos Malucos", porque ouvi na trilha de Os Normais e tinha que achar essa letra. Achei. E achei também a de "Nunca Fui Santa". E achei massa, coisa lindria, me identifiquei demais!! Apesar de ser boba, sim, muitas vezes. Quase sempre. Mas que seria da vida se a gente não pudesse ser boba, heim? Tem que se permitir. Falar e fazer bobeiras, bobagens, bobeiragens. Mesmo sem ser boba. Mesmo sem ser santa.
     
    Nunca fui santa
    Rita Lee
     
    Nunca fui santa
    Nunca fui boba
    Entro num mantra
    Caio de boca

    Nunca soube dizer
    De onde vim
    Nem pra onde vou
    Vivo nesta terra em transe
    Cheia de sol
    Cheia de horror

    Já pulei do abismo
    Já fiz muito amor
    Eu perco o juízo
    Sem nenhum pudor

    Meu bem, eu amo você
    Te odeio
    Vivo neste mondo cane
    Cheio de vinho
    Cheio de sangue

    Sou nova demais pra velhos comícios
    Sou velha demais pra novos vícios
    March 15

    Para, de, sobre...Wal

    Tempo q num escrevo aqui, heim? Meu amigo, pense num blog desatualizado! Mas é que ando esquisita demais, pensante...e não tô querendo falar sobre esses pensamentos aqui não...
     
    Mas hoje é diferente! É o dia de Wal!! CarnaWaleska, gata chocolate morena jambo, que me arrebatou, assim como a tantas outras gentes, e hoje é difícil demais não compartilhar com ela as alegrias, aperreios, devaneios, farras...pense numa mulé que arrebata!! Com seu sorriso que sorri do jeito mais aberto e sincero, sorri com a alma. Olhar que não esconde os sentimentos, olhar verdadeiro, lânguido de peixe-lânguido (pisciana que é), como bem definiu Cassandra. Felizes os que têm a bem-aventurança do seu afeto, do seu amor, da sua simpatia, do seu cabimento.
     
    Lembro quando nos conhecemos...num forró, eu bêba, ela mais ainda, e Fabrícia ainda mais. Que alegria, Fabrícia no caminho bom, do vandalismo alegre e despreocupado! rsrs...e depois desse primeiro contato, fomos nos vendo, nos encontrando, e não sei precisar quando foi que ficamos mais próximas. Mas isso não importa pra mim não. Quando, onde, e como. Minha memória não é mesmo das melhores. E essas coisas de sentimento, de amizade, de confiança, não são assim mesmo não. Não vêm com botão de on/off.
     
    Sei que fomos descobrindo afinidades, e fomos compartilhando mais da vida uma da outra, sem que eu nem desse muita conta disso. Quando percebi, a danada já tava na minha vida. Já tinha me arrebatado, me encantado. Com suas tiradas bem-humoradas e inteligentes. Com suas histórias e seu sotaque, que tanto me lembram a Paraíba. Com sua generosidade. Com seu carinho, seu dengo, malemolência, sinceridade mais amiga. Sendo ela. Amiga mulher menina que aceita, ampara, arenga, aconselha, ri, chora, duvida, pergunta, concorda, discorda, abraça, beija, fala, canta. Que é lenta, tem o tempo dela. Que é ela. Waleska. Amo e preciso!
     
    Ela não queria comemorar os 30 não. Desde que inteirou os 29, já temia a aproximação do 15/03/2006. Nada que temer, Wal. Você continua a mesma gata chocolate. Felicidade muita quando ela avisou que ia sim comemorar, e até mandou convite pros amigos. Usando o próprio Poeminha dos Trinta, que primeiro destinou a Fabrícia, depois emprestou a mim. Chegou agora a hora dela, glamourosa e trasnlumbrante. Parabéns, Wal!
    March 06

    Saco...

    Tudo errado
    Ou sou eu a errada?
    A que faz coisas erradas
    Toma decisões erradas
    Insiste nos erros
    De um jeito ou do outro, dá na mesma
    Cansada...
    Das mesmas picuinhas
    Mesmas insatisfações
    Mesmas reclamações
    Planos e idéias nunca postos em prática
    Fogo de palha
    Quero um chá de sumiço!
    March 04

    Meda!

    Coisa esquisita essa. Depois de uma farra tão grande, de tanta risada, conversa fiada e não fiada, língua ferina, chegar em casa com céu claro e dar de cara com o zelador que me olha como se eu fosse uma perdida, chegando em casa a uma hora daquelas, mas faço que nem vejo, abro um sorrisão apesar dos zóim pequeno e dou bom dia...pois então, depois dessa noitada divertida e estendida até o último minuto, um sonho esquisito danado me deixa meio agoniada.
     
    Primeiro, porque tem um rato enorme perto demais da minha pessoa, não tô na minha casa e sim numa casa que eu não conheço, numa situação e com pessoas que não me lembro. Só lembro dele, o rato. Como se me perseguisse, intimasse, desafiasse. Acordo enojada e assustada, coisa boa não deve de ser, sonhar com rato. O google me leva a vários sites que confirmam minha intuição. Mandam tomar cuidado. E eu me assusto mais ainda, já que uma conhecida já tinha sonhado comigo, me mandando fazer uma limpeza geral. Afe, sai de mim, que esse corpo não te pertence! Chuta que é macumba! E já quero ir no Café da Linda pra ela ler a borra do café, na conselheira de Wal, no astrólogo, no terreiro...
     
    Mas agora não vou fazer nada disso. Fiz o macarrão com atum e creme de cebola que tava babando na receita desde semana passada (uma delícia!), vim escrever, o namorado não vem agora, logo agora que eu queria alguém aqui comigo. Vou é na Cult, aproveitar a promoção. E depois dormir, espero que sem sonhos dessa vez.
     
    March 02

    Eu quero é botar o bloco na rua!!

    E o carnaval finalmente chegou, e infelizmente já acabou também. Infelizmente na verdade não sei, naquela pisada boa da folia o corpo não dura muito tempo não...mas foi bom, foi maravilhoso enquanto durou.
     
    A prévia foi no Café da Rua 8, com o Ventoinha de Canudo, ou melhor, já com o Bloco Teu Pai Pifado é Minha Tia na Banguela botando pra quebrar. Não entendeu? É esse mesmo o nome do bloco, releia pra ter certeza, rs. Depois ainda rolou a esticada no Calafieira, tudo de bom!!! Na sexta, abrindo oficialmente o carnaval, mais uma folia no Café da Rua 8. Que, apesar de alguns percalços, foi uma festa linda, tava tão cheio que até parecia Salve a Pátria!
     
    E do sábado em diante, meu amigo...pense!!! Numa felicidade grande, folia que não se acabava mais!! O "Teu Pai Pifado..." arrastou geral e literalmente a galera na 204 sul, contagiando a todos com a música envolvente, com os figurinos marmotas e coloridíssimos, a felicidade de quem não esperava encontrar uma coisa daquelas ali, e a felicidade também de quem já conhecia o bloco de outros carnavais, e mais uma vez, foi às ruas na esperança de encontrar a alegria, os frevos, marchinhas, xotes, baiões e caboclinhos que não deixavam ninguém ficar parado. E não acabou na terça, não senhor! Na quarta de cinzas lá foi o bloco ajudar a varrer as cinzas na Trance Formation, pertinho de Piri. E mais uma vez, a surpresa e a alegria dos que encontrávamos.
     
    Valeu demais!!! O tão ansiado e esperado carnaval cumpriu seu papel, superando as expectativas. Valeu Ventoinha, valeu Teu Pai Pifado é Minha Tia na Banguela!!! Obrigada por mais um carnaval que deixa saudades!!!